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Cesta básica ficou mais barata em novembro, segundo Dieese

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Em novembro, o custo da cesta básica apresentou queda em 17 das 21 cidades onde o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As maiores retrações foram registradas no Rio de Janeiro (-3,25%), Belém (-2,26%) e Brasília (-2,12%). No Nordeste, quatro cidades tiveram elevação no valor: Aracaju (+0,21%), Maceió (+0,44%), Recife (+0,58%) e Natal (+0,96%).

Com isso, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 85 horas e 58 minutos, menor que o de outubro, quando ficou em 86 horas e 51 minutos. Em novembro de 2016, o tempo era de 100 horas e 56 minutos.

Com base na cesta mais cara, que, em novembro, foi a de Porto Alegre (R$ 444,16), e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que, em novembro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o mínimo de R$ 937,00. Embora distante do piso atual, o valor é inferior ao calculado em outubro, quando o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.754,16, ou 4,01 vezes o mínimo vigente e ao de novembro de 2016, que ficou em R$ 3.940,41 ou 4,48 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

Dieese - cesta básica nov2017