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Informatização da gestão de carreira dobrou nas empresas, segundo estudo

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Como os desafios da era digital afetam os negócios e a área de Recursos Humanos das empresas foi o tema da Pesquisa Nacional de Remuneração e Tendências 2017 realizada pela empresa de auditoria e consultoria Deloitte com 140 companhias do país. Na 26ª edição, o levantamento busca saber o comportamento do mercado brasileiro em relação a remuneração e benefícios, além de apontar as tendências e parâmetros da área de RH.

Reflexo da preocupação das corporações com a transição para essa “nova era”, os dados mostram que o número das organizações que investiram em informatização da área de gestão de carreira dobrou em relação ao ano passado. “Apesar do nível de investimento ainda ser baixo – apenas 24% das empresas afirma ter realizado investimentos em tecnologia na gestão de carreiras –, seu crescimento foi exponencial, já que em 2016 esse percentual era de apenas 12%. O mundo está atento à modernização da gestão de talentos e a transformação digital é um dos pilares para essa mudança”, afirma Edson Cedraz, sócio da área de Consultoria da Deloitte.

A pesquisa também mostra que os investimentos em capacitação de funcionários aumentaram de 27% em 2016 para 42% neste ano, indicando mais uma vez o anseio das organizações em obter capital humano mais especializado. Já as verbas destinadas às áreas de equipamentos, instalações e processos deverão crescer 20% neste ano em comparação ao percentual registrado em 2016, demonstrando que as companhias estão retomando suas ações voltadas para modernização do negócio.

Outros destaques do estudo são:

Enquanto 62% dos cargos tiveram redução ou mantiveram nível salarial similar a 2016, 38% receberam aumento real neste ano. Em 2016, esse número era apenas 24%. As áreas de Telecomunicações (60%), Engenharia (57%) e Construção (54%) foram as que mais ofereceram incremento salarial a seus profissionais em relação a 2016. Já a área de RH registrou redução salarial em 45% dos postos analisados no levantamento.

A maioria das empresas (54%) prevê manutenção do número de empregados e cerca de 24% preveem um crescimento do quadro de colaboradores. Em 2016, apenas 8% das companhias pesquisadas apontavam aumento.

A tendência de crescimento dos investimentos corporativos afeta diretamente a área de RH: 40% das empresas pesquisadas esperam um aumento de orçamento neste ano. Em 2016, esse percentual era de apenas 19%. Entre os principais setores do RH beneficiados está o de “remuneração”, com o dobro de companhias com intenção de investir.

A taxa média de turnover (rotatividade) geral das empresas apresentou aumento significativo, refletindo a readequação das empresas ao novo momento econômico pelo qual o país passa. Este ano, a taxa está em 23%, enquanto que em 2016 foi de 14%. Segundo o estudo, a maior parte dos segmentos avaliados teve aumento da taxa de turnover, destacando-se os de Atacado e Varejo (35%), Serviços (26%) e Química, Petroquímica e Farmacêutica (18%).

A relação do custo mensal de benefícios sobre a folha de pagamento manteve-se praticamente inalterada de 2016 para 2017, registrando leve aumento de 0,8% entre os períodos analisados. Conforme as últimas edições da pesquisa, a assistência médico-hospitalar é o incentivo mais oferecido pelas companhias a seus colaboradores. No Sudeste, 100% dos participantes oferecem esse apoio. Na média entre as regiões, aparecem na sequência o auxílio refeição e seguro saúde, conforme quadro abaixo:

deloitte