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Indeed divulga dados sobre o mercado de trabalho no setor de TI no Brasil

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Um levantamento feito desde o começo de 2017 pela Indeed, ferramenta online de buscas de empregos no mundo, revelou dados sobre o mercado de trabalho na área de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil. Realizado com base na quantidade de vagas abertas e na facilidade de preenchimento, além da média salarial, o estudo mostra que as maiores ofertas são voltadas para os cargos de programação e desenvolvimento de linguagens, como PHP, Java e front-end.

Ainda de acordo com a Indeed, a dificuldade em preencher algumas vagas que requerem grande especialidade técnica se torna evidente ao listar as oportunidades que estão abertas pelo maior tempo, entre elas, destacam-se as destinadas a engenheiro de software – 50% das vagas estão abertas há mais de dois meses –, desenvolvedor full-stack, arquiteto de software (ambas com cerca de 42%) e desenvolvedor de software (aproximadamente 39% das vagas disponíveis há mais de 60 dias).

”À medida que todas as empresas se tornam digitais, a demanda por profissionais com elevadas habilidades técnicas está aumentando muito mais rápido que a disponibilidade de mão de obra qualificada. O resultado é um rápido crescimento em vagas não preenchidas e aumentos nos salários dos talentos que podem ocupar esses papéis”, explica João Luís Olivério, country manager do Indeed no Brasil.

O estudo mostra também que a média salarial anual para desenvolvedores das linguagens de programação .net, Java e mobile é cerca de R$ 38 mil.

Crescimento
No início do ano, a consultoria IDC previu um crescimento de 2,5% no setor de TI do Brasil em 2017. A transformação digital foi apontada como uma das principais causas da retomada desse mercado. Diversas empresas estão investindo em tecnologia e automação, o que tem impulsionado diferentes tecnologias e áreas do mercado de TI.

Em 2016 os investimentos totais das empresas com TI no Brasil somaram US$ 38 bilhões, um recuo de 3,6% na comparação com 2015. Em 2017, a previsão é que haja uma recuperação dos investimentos na ordem de 6,7%, o dobro do previsto para o mercado global.