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Acorde, a remuneração variável veio para ficar

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Por Sérgio Campos*

A ambiência externa de extrema competitividade, com clientes cada dia mais exigentes, nos obriga a questionar e revisar frequentemente nossos conceitos e estratégias de gestão, buscando uma atuação mais ágil, qualificada e assertiva. Nesse contexto, as dimensões resultado, qualidade e tempo assumem importância significativa na capacidade de competição e longevidade das organizações.

Portanto, a busca permanente da melhoria dos resultados empresariais é fator determinante para a sobrevivência, desenvolvimento e perpetuação de toda organização.

Uma política de gestão individual e coletiva das pessoas, voltada para a valorização da competência de gerar resultados e sustentada por práticas de remuneração mais participativas, favorece em muito o envolvimento dos colaboradores nesse processo.

A adoção de uma ferramenta que permita a todos conquistarem a participação nos resultados favorecerá a empresa na busca de profissionais adequados e alinhados ao negócio, que sirvam como base para a prática de uma filosofia empresarial que garanta o alcance dos resultados desejados.

O sistema de remuneração variável vinculado a resultados tem como principais objetivos:

  • Estimular a busca permanente da alavancagem dos resultados empresariais, na linha de maximização do valor da empresa;
  • Estabelecer metas desafiadoras e factíveis, abrangendo, além de indicadores econômicos e financeiros os campos imagem, pessoas e processos;
  • Retribuir da maneira mais objetiva e justa a contribuição individual e coletiva para o alcance dos resultados desejados;
  • Incentivar os profissionais envolvidos a extrapolar seus níveis clássicos de desempenho;
  • Servir de instrumento motivacional e orientador de gerenciamento de resultados;
  • Evitar o caráter meramente distributivo em sua concessão;
  • Variabilizar os custos fixos da empresa com pessoal;
  • Criar uma relação direta entre os valores pagos pela empresa X os resultados gerados pelo profissional, incrementando assim seus índices de produtividade.

Vale lembrar um fato extremamente relevante: a participação nos resultados, se elaborada dentro dos preceitos legais – Lei nº 10.101 -, é isenta dos encargos trabalhistas e previdenciários pagos pela empresa e não recebe a incidência da tabela do Imposto de Renda a ser pago pelo empregado até determinado valor. Esde fato proporciona aos profissionais terem uma remuneração majorada e à empresa pagar mais e gastar menos, além de incrementar seus índices de produtividade.

O sistema de remuneração variável vinculado a resultados veio para ficar e é entendido como um instrumento favorecedor da integração entre capital e trabalho.

Fique atento a essa realidade, pois agilidade, competitividade,  inovação, produtividade e competência são palavras de ordem para qualquer empresa que deseja triunfar nesse ambiente de incertezas em que vivemos.

 

*Sérgio Campos é diretor-presidente da Rhumo Consultoria Empresarial.

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