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Brasileiro precisa aprender a planejar aposentadoria

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Por Reinaldo Domingos*

No Brasil temos mais de 20 milhões de pessoas aposentadas pelo INSS, destes, mais de 95% não conseguem ter uma vida sustentável financeiramente; dependem de parentes, amigos ou têm que continuar trabalhando para manter seu padrão de vida.

Assim, para quem busca estabilidade é fundamental que se defina um bom plano de previdência complementar, o que, felizmente, já vem aumentando a procura. Para se ter uma ideia, esse mercado arrecadou R$ 70,4 bilhões em 2012, o que representa um crescimento de 31,54% em relação ao ano anterior, quando R$ 53,5 bilhões ingressaram no sistema; foi o maior crescimento desde 2004. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).

Em contrapartida, uma outra pesquisa feita pelo banco HSBC demonstra uma situação bastante desfavorável, na qual os brasileiros preveem que a aposentadoria durará, em média, 23 anos, e que suas economias acabarão em 12 anos, ou seja, 11 anos antes do tempo que consideram que permanecerão aposentados.

Assim, mais do que ter uma previdência complementar, é preciso definir quais os números ideais para a aposentadoria sustentável. Para chegar à este valor é preciso saber:

Em que data pretende parar de trabalhar pela necessidade do trabalho?

Quanto de bens rentáveis e dinheiro deseja ter acumulado de reserva?

Quanto tem que guardar mensalmente do dinheiro que passa por suas mãos?

Após conhecer os números de sua aposentadoria e a data que almeja a mesma, chega a hora de poupar, para atingir a reserva financeira necessária. Esta reserva deverá ter um rendimento de no mínimo, o dobro de seu padrão de vida.

Com isso, uma pessoa que ganha R$ 3 mil por mês deve receber de rendimentos mensais R$ 6 mil gerados pela sua reserva financeira ou de ganhos como locação de imóveis. Podendo resgatar no máximo, a metade deste valor mensalmente para seu custo de vida e o restante continua acumulando, garantindo assim seu padrão de vida saudável.

Para que se tenha sucesso na vida financeira é necessário fazer escolhas, aprendendo a ter sonhos de curto (até um ano), médio (até dez anos) e de longo prazos (acima de dez anos), todos os sonhos devem ser acompanhados de quanto custam, quanto se guardará de dinheiro e em quanto tempo, dentre estes sempre deverá estar a aposentadoria.

Mais uma pergunta que deve ser feita é se caso não mais receba seu salário ou ganho mensal, por quanto tempo conseguiria manter o atual padrão de vida? Infelizmente, a grande maioria das pessoas não consegue se manter por mais de três meses. Assim, é preciso uma ação muito séria em relação às finanças pessoais buscando alcançar a saúde financeira e uma aposentadoria saudável e sustentável.

*Reinaldo Domingos é presidente da DSOP Educação Financeira e da Editora DSOP.

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