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O coaching como formador de super-heróis

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Por Ana Artigas*

 

Todo mundo, alguma vez na vida, já teve vontade de ser um super-herói e ter superpoderes, não é mesmo? Na vida profissional não é diferente. Profissionais desejam encontrar maneiras mirabolantes de atingir suas metas, de prosperar na carreira e alcançar o sucesso.

Porém, os super poderes profissionais não são muito fáceis de serem encontrados. Essa tarefa exige dedicação por parte de cada indivíduo e apoio de líderes e profissionais especializados para tirar de cada um o melhor que se tem a oferecer. Nesse sentido, o papel do profissional de coaching é essencial. Com a ajuda de um coach é possível desenvolver habilidades e competências que talvez os próprios coachees ainda não tenham conseguido valorizar, e muitas vezes nem tenham conhecimento do que os tornam diferentes, únicos.

Como isso é feito?

Inicio o processo de coaching com a aplicação de diversas ferramentas, e em uma delas pergunto ao meu coachee o que ele gostaria de fazer se tivesse espaços de tempo livres em sua agenda. Questiono sobre o que ele faria se tivesse uma hora, um dia, um mês ou um ano livres pra fazer o que quisesse.

É interessante trabalhar com o desejo das pessoas, dentro da capacidade de serem realizados, pois isso permite a reflexão “se eu fosse tirar todas as coisas ruins que acontecem, o que eu gostaria pra mim?”, e faz com que elas abram a mente para novas possibilidades e, nessa onda, identifiquem talentos desconhecidos.

Além disso, também faço perguntas de impacto (chamadas de “poderosas”), para que cada coachee reflita sobre si mesmo e descubra coisas que achava não ser capaz de fazer.

E esse trabalho tem gerado bons resultados. Prova disso é que tenho observado pelo menos cinco pontos da área profissional de meus coaches que têm evoluído com a ajuda do coaching. São eles:

1) Fuga da autossabotagem: as repetições e compulsões, mesmo de pequenos hábitos, podem desgastar demasiadamente as pessoas e levá-las a repetição de erros e falta de resultados. O coach ajuda a quebrar o que chamamos de “modelos mentais enraizados” e auxilia na buscar de novos caminhos.

2) Gerenciamento de sentimentos e emoções: as escolas, faculdades ou MBAs não ensinam a habilidade de lidar com conflitos e relacionamentos interpessoais, nem a controlar ações e emoções. O coaching ajuda as pessoas a olhar para si e manter o controle de ações que trazem desgaste e transtorno para suas vidas profissionais e pessoais.

3) Colocar em prática o conhecimento: as pessoas adquirem conhecimento, aprendem, mas nem sempre sabem o que fazer com ele. O coaching ajuda a fazer as pessoas acreditarem naquilo que conhecem e a pensar de que forma podem transformar conhecimento em ação.

4) Gerenciamento tempo: com a vida corrida dos dias de hoje as pessoas sentem muita dificuldade para gerenciar suas tarefas e manter a qualidade de vida e o equilíbrio entre as atividades do trabalho e outras atividades – pessoais e profissionais, como aulas, cursos, congressos, etc. O coaching tem ajudado as pessoas a organizar tempo e equilibrar melhor sua vida.

5)  Ajuste de percepção: poucas pessoas veem a si mesmas da mesma forma como os outros a veem, e isso gera desentendimento e conflito. O coaching tem ajudado muito neste processo, principalmente ajudando as pessoas a adotarem comportamentos mais eficazes, levando também os outros em consideração.

Por tudo isso e muito mais que se verifica no dia a dia da vivência do coaching que afirmo: esse poderoso processo pode ajudar a formar super-heróis. Pense nisso!
*Ana Artigas é especialista em coaching e diretora da consultoria Tekoare.

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