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Quais são as suas amarras? O que te aprisiona e te impede de crescer?

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Por Claudia Taulois*

Ahhh, a vergonha… Quantas coisas perdemos em função desse sentimento? Parece ser impossível que haja alguém imune a ela. É certamente uma ferramenta de controle em todos os âmbitos. De qualquer forma, existem as vergonhas reais e aquelas que criamos na nossa cabeça e que no final servem apenas para nos sabotar.

Porém, enfrentar os medos é essencial. E eles são muitos, bem como todos os familiares da vergonha, como o julgamento, que é irmão mais velho da vergonha porque é ele que te faz recuar. Somos críticos por natureza e se esperarmos para estar no máximo de nossa performance e sabedoria em tudo que fizermos, não faremos nada.

Nunca estaremos prontos! O mundo muda em uma velocidade muito maior e, de certa forma, estaremos sempre correndo atrás. Portanto, faça mesmo com medo. Mesmo com vergonha, mesmo sem estar 100%.

Ótimo, temos dois sabotadores identificados. Mas a vida pede mais e é bom que seja assim!

Vergonha não pode existir em nosso vocabulário, pois todos os dias teremos de fazer propaganda de nós mesmos.

Empreender, por exemplo, não é nada simples e o início é especialmente desafiador. Não temos conhecimento suficiente, assim como experiência e capital, entre outras coisas. Portanto, vergonha não pode existir em nosso vocabulário, pois todos os dias teremos de fazer propaganda de nós mesmos. Teremos de pedir a familiares, amigos, conhecidos e nem tão conhecidos assim uma força para divulgar nosso produto ou serviço, compartilhar nossos posts e assim por diante.

Com isso, e além de tudo, viramos os chatos da vez também!  Sabemos disso. Mas não tem jeito. Quando esse sentimento tentar te demover de alguma ação, lembre-se que as grandes empresas fazem inúmeros comerciais nos quais exaltam seus produtos, sem a menor vergonha. E ninguém começa grande. Se eles chegaram lá foi porque deixaram a vergonha, o orgulho, o julgamento e tudo mais de lado.

O mesmo acontece com quem procura emprego. A pessoa precisa estar aberta para pedir muitas coisas. e quem não puder entender isso, não tem a menor ideia do que é ser humano no sentido amplo da palavra.

Muitas pessoas na minha rede me escrevem dizendo não ter coragem de expor o que sentem, o que estão passando. E isso é ainda pior do que não ter um emprego porque, ao se isolarem, ficam depressivas, diminuem as possibilidades e aumentam os problemas.

As pessoas preferem sofrer sozinhas a pedir ajuda para algo.

Outra coisa a se aprender que pode ser determinante na vida de todos nós: pedir! Talvez seja uma das coisas mais difíceis. As pessoas preferem sofrer sozinhas a pedir ajuda para algo.

Pedir colo. Pedir dinheiro. Pedir paciência. Pedir emprego. Pedir indicação. Pedir AJUDA! Por que é tão difícil? É o orgulho… esse indigesto sentimento…

Em relação ao capital, quando se inicia um negócio, possivelmente haja menos recursos que o necessário para manter os projetos girando da forma necessária até se atingir o ponto de equilíbrio. Portanto, se necessário: peça ajuda financeira.

Existem muitas opções disponíveis hoje. Não deixe que o orgulho seja maior. Lembre-se que o “não” você já tem. O resto é com você. No final é sempre nossa a decisão.

Esteja aberto a buscar opções e a se reinventar o tempo todo para fazer com que as coisas aconteçam. Não é algo fácil. É uma mudança de postura que requer tempo, mas factível e que só depende da gente.

Nossa vulnerabilidade é justamente o que deve nos dar a coragem para buscar caminhos.

Temos de mudar a maneira de encarar a vida e fazer os ajustes necessários para que as oportunidades apareçam. Essa simples decisão, tomada com determinação e mais crença, nos dá outra disposição para seguir firme e buscar nossos objetivos.

Nossa vulnerabilidade é justamente o que deve nos dar a coragem para buscar caminhos. Ame-se mais. Cuide do seu equilíbrio físico, emocional e espiritual. Uma pessoa que se ama tem uma autoestima boa e está mais preparada para enfrentar os momentos difíceis.

A maré que navegamos é feita de ventos que mudam a todo momento e aquele que se pensar imune às mudanças das correntezas pode se surpreender lá na frente. O melhor então é que aprendamos a navegar juntos, cada um no seu papel, seja ele qual for. Só precisamos chegar ao porto com saúde e segurança.

E de prato principal vai ter que ter muita empatia, solidariedade, compaixão, paciência, resiliência e maturidade para enfrentar o que vier pela frente.

Caso você possa hoje fazer algo por alguém, faça! Tenha orgulho e empatia quando e se um amigo ou conhecido pedir algo.

Cuide de seus interesses e de seu desenvolvimento. Obstáculos fazem parte e não há problema em tropeçar. Não perca mais nada em sua vida por vergonha, orgulho ou medo do julgamento.

É libertador!

*Claudia Taulois é fundadora da Engaging — Estamos Juntos / Foto: Divulgação

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