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Crescem programas nas empresas contra a síndrome de burnout

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Brasil lidera iniciativas para desencorajar jornadas além da carga horária

stress-543658_geralt_pixabay_brNa busca por uma boa posição profissional e, principalmente, para cumprir as demandas diárias do trabalho, muitos profissionais acabam por supervalorizar o emprego de uma forma perigosa. É quando entram em cena o estresse, a exaustão, a queda na autoestima por não conseguir cumprir as metas, entre outros sintomas. Esse quadro, que se torna cada vez mais comum, pode configurar uma doença, a síndrome de burnout, causada por esgotamento no trabalho, o que tem levado para dentro das empresas maior preocupação com o bem-estar dos funcionários.

Pesquisa recente do Top Employers Institute com 1.300 empregadores do Brasil e do mundo aponta que, quando o assunto é trabalho além da carga horária, o Brasil se destaca, já que 71% das organizações afirmaram possuir iniciativas nesse sentido. O número é 15% maior em relação à média global e 22% maior em relação a outras empresas presentes na América Latina.

Por outro lado, as companhias que atuam no Brasil ainda estão atrás na implantação de programas antiestresse e de prevenção à ansiedade corporativa: 61% ante a média mundial de 82%.

Além disso, segundo o relatório, o número de empresas no Brasil que contam com algum programa de prevenção ao burnout chegou a 23%, enquanto a média global para essa mesma iniciativa é de 35%.

“A pressão constante por resultados e a redução nos tamanhos das equipes estão entre os principais responsáveis pelos casos de burnout em nosso país, refletindo o momento econômico que estamos vivendo”, argumenta Gustavo Tavares, Country Manager da Top Employers Institute Brasil.

Foto: Geralt/Pixabay