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Brasil avança da 23ª para a 5ª posição no ranking dos países mais otimistas

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Falta de qualificação profissional é restrição para crescer, apontam 48% das empresas

 earth-_OpenClipartVectors_Pixabay_brDe 23º país mais otimista entre 35 economias no segundo trimestre de 2018 para  5º no segundo semestre do mesmo ano. Com essa rápida evolução, o Brasil se destaca no levantamento global International Business Report (IBR), elaborado pela Grant Thornton, ficando atrás da Irlanda, Finlândia, Nova Zelândia e Índia. O estudo global revela o grau de otimismo dos empresários para os próximos 12 meses com relação ao futuro dos negócios a partir da análise de diversos indicadores.  Participaram aproximadamente 5 mil empresários, sendo 250 no Brasil.
Globalmente, 39% dos empresários veem com otimismo os próximos 12 meses. No segundo trimestre de 2018, mais da metade (54%) manifestou esse tipo de confiança, uma queda de 15 pontos percentuais e a menor pontuação global de otimismo registrada desde o quarto trimestre de 2016.

Essa queda  é impulsionada pela incerteza econômica, fator que atingiu um pico de 50%, aumento de 22% em relação ao segundo trimestre de 2018. Esse aumento pode ser parcialmente atribuído a tensões geopolíticas como a guerra comercial entre EUA e a China. Apesar da desaceleração do crescimento do PIB para muitas economias avançadas, as emergentes Ásia Pacifica e a América Latina, em geral, vêm resistindo a essas incertezas.

Na América Latina, o Brasil e a Argentina se destacam com um aumento no otimismo: na Argentina passou de 8% para 27% e no Brasil, de 28% para 66%. Apesar das incertezas econômicas e a burocracia também serem apontadas com significativa elevação (63% e 66%, respectivamente), não foram suficientes para restringir o otimismo do empresariado brasileiro e as expectativas positivas de negócios.

“O Brasil é um país que atrai olhares de investidores estrangeiros e com os planos do novo governo a confiança no país aumentou. A aprovação de reformas importantes e iniciativas de redução de custos da máquina pública, potenciais mudanças regulatórias, manutenção do combate à corrupção e perspectivas no aumento de concessões e privatizações, entre outros motivos, levaram ao aumento do otimismo dos empresários potencializando a retomada de novos investimentos e transações de fusões e aquisições”. afirma Daniel Maranhão, managing partner da Grant Thornton Brasil.

Os principais indicadores que atestam esse movimento são: 47% dos empresários sinalizaram investimentos em novas instalações, um aumento de 31 pontos percentuais, e 56% em pesquisa e desenvolvimento, um aumento de 18% em comparação com o período analisado anteriormente.

A falta de qualificação de profissionais é citada por 48% das empresas como uma restrição ao crescimento. A preocupação dos líderes globais vem aumentando anualmente e atingiu um crescimento de 8% em comparação com o segundo trimestre de 2018. Na América Latina, o levantamento indica que 44% das empresas demonstram preocupação com a falta de profissionais qualificados em ocupar cargos que demandam habilidades digitais, no Brasil, esse número aumenta para 52%. Ainda de acordo com o estudo, nos próximos doze meses, o investimento em tecnologia é considerado prioritário para 42% das empresas. No Brasil, esse número sobe para 62%.

COMPARATIVO DO NÍVEL DE OTIMISMO DOS EMPRESÁRIOS DESDE O ÚLTIMO TRIMESTRE DE 201
Grant Thornton
Imagem de abertura: Pixabay