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Estagiários querem clareza sobre suas atividades na empesa, diz pesquisa

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Um levantamento realizado pela Page Talent, unidade da consultoria Page Personnel especializada m recrutamento de estagiários e trainees, aponta: quase 70% dos estagiários estão dispostos a trocar de emprego se não houver clareza nas atividades que eles devem realizar na empresa.

Realizada em janeiro e fevereiro, com cerca de 1 mil jovens de 18 a 25 anos, a pesquisa mostra que a transparência e clareza nas informações são itens fundamentais para a permanência de um estagiário numa organização. Do total de participantes, 65% continuariam no estágio, mas buscariam outras oportunidades caso a empresa não fosse coerente em relação às informações passadas inicialmente e 3% desistiriam da oportunidade logo de cara. Para outros 32%, não haveria desistência por se tratar de um período de aprendizado.

Segundo Manoela Costa, gerente da consultoria, os jovens não buscam apenas um trabalho, e sim algo que traga a eles um sentido maior, de realização. “Quando percebem que a empresa não foi transparente na hora da contratação, e que as atividades que vão desenvolver não estão de acordo com os objetivos que queriam atingir com o estágio, eles desistem e partem à procura de outro”, explica.

Diferentemente dos profissionais que estão no alto escalão, os estagiários estão na empresa para aprender e trabalhar na área que acreditam ser a mais interessante para seu futuro. “Exemplos e atitudes, para os jovens profissionais, são mais importantes do que o cargo ocupado por um profissional ou o nome que a empresa representa”, conta. “Para eles, o fato de a empresa ter tido esse tipo de comportamento quebra a confiança que o jovem tinha, não só com sua gestão, mas com toda a empresa”, relata.

 

Jovens estão de olho nos líderes

A pesquisa também procurou saber se jovens talentos se espelhavam na postura de seu gestor para determinar suas atitudes no dia a dia de trabalho.

Quando questionados a respeito, 79% afirmaram que sim. Desse total, 42% discordam de algumas tomadas de decisão do chefe, mas mesmo assim o tem como exemplo e 37% consideram seu chefe um professor. Para 12%, seu gestor poderia ser mais próximo enquanto 9% discordam do chefe com frequência.

“Os jovens precisam de um modelo, de uma diretriz a seguir para que possam se sentir seguros no ambiente de trabalho. Quando isso não acontece, ou porque o chefe não dá a eles o desenvolvimento que procuram, ou porque a oportunidade apresentada não está de acordo com o que esperam, eles desistem”, explica a executiva.