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Estudo aponta principais defeitos e qualidades dos executivos brasileiros

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A DA Consulting realizou um estudo que aponta, entre qualidades e defeitos, algumas características do perfil de executivos e gestores brasileiros.

Barbara Toth, diretora da consultoria, explica que a intenção é identificar os principais desafios para a gestão de talentos nos mercado emergentes, especificamente no Brasil. “Formatamos perguntas estratégicas para as equipes de RH dos nossos maiores clientes, a maior parte multinacionais. Consultorias da China, Índia e Chile também participaram”, conta.

Feito entre fevereiro e março, o levantamento contou com a participação de 30 empresas de grande porte. As informações foram compiladas e comparadas com um banco de dados preexistente, alimentado desde 2005 com a participação de mais de 2,5 mil executivos. O estudo foi apresentado na conferência de psicologia organizacional promovida, neste mês, pela Siop – Society for Industrial and Organizational Psycology, nos Estados Unidos.

 

As qualidades

Criatividade
Diante de um problema, pessoas de diversas culturas têm dificuldade em criar soluções inovadoras e simplesmente emperram. O brasileiro, em geral, é criativo e sempre encontra uma forma diferente para enfrentar as adversidades. Uma empresa com funcionários criativos aumenta a lucratividade, reduz custos, desenvolve novos serviços e produtos.

Sociabilidade
Os brasileiros são acessíveis e, em geral, demonstram gentileza que não se encontra em grande parte dos países estrangeiros. Gostam de ajudar os outros, de conhecer novas pessoas e culturas, condutas que tornam o ambiente corporativo mais agradável. Em uma frase: é fácil de trabalhar com brasileiros.

Flexibilidade
Estruturas rígidas de negócio ou de gerenciamento de pessoas estão cada vez mais fadadas ao insucesso devido à velocidade das mudanças e do alto grau de competitividade da concorrência. Os gestores no Brasil são flexíveis e estão sempre dispostos a se adaptarem às mudanças.

Otimismo
Esta é a virtude brasileira com maior reconhecimento internacional. O líder normalmente não tem medo de tentar algo novo e, na maior parte de tempo, adota uma visão positiva sobre os resultados esperados. Essa energia é sempre bem-vinda quando a equipe atravessa momentos difíceis.

 

Os defeitos

Dificuldade em dizer não ou dar feedback negativo
O brasileiro se abre, inicialmente, de forma fácil e cordial, sendo avaliado positivamente por aceitar desafios e solucionar problemas. No entanto, após esse contato inicial, se constata que existe respeito exagerado à hierarquia e problemas na gestão do tempo. O medo do conflito é uma das maiores causas da ineficácia dos gestores no Brasil; 70% apresentam dificuldade em dar feedback negativo.

Inglês
O tópico não se restringe a questão da proficiência na língua, que ainda é um obstáculo. Também abrange a falta de profissionais de nível global, como se observa na China e na Índia. Os executivos do Brasil precisam ultrapassar as barreiras territoriais para entrar em contato e se envolver com ferramentas, fóruns, tendências e filosofias internacionais de gestão e gerenciamento. Grande parte não participa de programas globais por causa dessa deficiência.

Volatilidade
Profissionais de alto potencial e rendimento ainda são escassos. Para manter esses talentos, as empresas inflam artificialmente os salários e apressam planos de carreira. A consequência é um índice alto de rotatividade, gerando um custo muito elevado para companhias, governo e para os próprios executivos. Cerca de 30% dos profissionais com cargo de gerência mudaram de emprego nos últimos três anos.

Indisciplina e subjetividade
O brasileiro tem dificuldade em aceitar modelos estáticos e tende a desrespeitar processos básicos para formatação de diagnóstico para o gerenciamento do negócio e de pessoas. As análises acabam distorcidas e, portanto, as decisões e medidas práticas se tornam ineficientes e subjetivas. É comum o gestor confundir o relacionamento pessoal, e até a simpatia, com avaliação de competências e desempenho profissional.