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Estudo mostra como empresas fazem a gestão de benefícios flexíveis

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66,67% têm interesse em ampliar a flexibilização nos próximos dois anos 

office-1209640_1920_Pixabay-free_brAs empresas que concedem aos funcionários a liberdade de escolher benefícios como plano de saúde e odontológico, auxílio-alimentação, refeição e seguro de vida conforme suas necessidades e desejos têm alcançado altos índices de satisfação dos empregados e um diferencial na atração de talentos. Essa é uma das conclusões da pesquisa realizada pela consultoria Bematize, especializada em benefícios, que ouviu empresas de segmentos para saber de que maneira realizam a gestão dos seus benefícios e os resultados alcançados.

De acordo com o levantamento, no caso da assistência médica, o número de empresas que flexibilizou esse benefício foi de 71,43%, e o mesmo acontece com os planos odontológicos. Em auxílio-alimentação, o índice subiu para 85,71%; para o auxílio-refeição, o percentual chega a 78,57% do total de empresas pesquisadas.

Quanto à perspectiva de ampliação dos programas flexíveis também é positiva, 66,67% têm interesse em flexibilizar outros benefícios que hoje não são flexíveis dentro dos próximos dois anos.

“O sucesso do modelo flexível no Brasil é indiscutível e acredito que a adesão de um número maior de empresas está limitada apenas pela capacidade tecnológica das áreas de Recursos Humanos. A administração de benefícios flexíveis é complexa e exige processos organizados e sistemas para que a experiência dos colaboradores seja satisfatória”, explicou Ronn Gabay, sócio da Bematize e um dos responsáveis pela pesquisa.

Pontuação
Nas empresas que flexibilizam benefícios, em geral, o funcionário recebe uma pontuação de acordo com o cargo que exerce, e cada benefício tem um valor, em pontos. Com o seu conjunto de pontos, o empregado monta o seu pacote. É essa liberdade que permite, por exemplo, que um profissional que trabalha perto de casa possa direcionar o recurso que receberia em auxílio-refeição para outro benefício. Das companhias entrevistadas, 71,43% informaram usar uma estratégia de precificação dos pontos.

Uma prática positiva dentro dessa gestão, e que vem sendo adotada por boa parte das empresas, é a chamada “conta corrente”. Nela, quando o funcionário recebe pontos que eventualmente não utiliza, essa sobra é direcionada a uma conta, a fim de ser utilizada para a aquisição de outros benefícios. Para auxílios-alimentação e refeição, 69,23% das empresas permitem o intercâmbio de pontos entre todos os benefícios.

“Pacotes de benefícios tradicionais estabelecidos apenas por cargo deixam muita margem para insatisfação. Idade, responsabilidade familiar, situação financeira, estilo de vida e preferências pessoais são fatores que explicam a demanda por benefícios distintos. Além disso, casais com rendas próprias e benefícios duplicados representam um grande desperdício financeiro para suas empregadoras e uma grande oportunidade de satisfação perdida”, ressaltou Ronn Gabay.

A revisão das escolhas pelos funcionários ocorre anualmente em 71,42% das entrevistadas. As que disponibilizam mais de uma eleição por ano não oferecem as opções de alteração de plano médico, odontológico e seguro de vida, devido às exigências contratuais.

Foto: Pixabay