Notícias

“O Brasil precisa ser uma empresa”, diz Marcos Troyjo, no CONARH

Share Button

Por Ricardo HumbertoMelhor – Gestão de Pessoas, revista oficial da ABRH-Nacional

O que falta para o Brasil despontar na frente dos países que formam o bloco BRICS (Brasil, China, Índia, Rússia)? Segundo o professor da Universidade de Columbia, Marcos Troyjo, ainda há um longo caminho a seguir. O especialista em BRICS apresentou a palestraintitulada Admirável Mundo Novo, primeira magna da terça-feira (20) no CONARH 2013. Toyjo ressalta que o principal ingrediente para que a nação conquiste a excelência está na inovação. “Precisamos voltar nossos olhos para a China, que direciona 1% do seu PIB para inovação, e em 2025 provavelmente ultrapassará os EUA, tornando-se a nação mais rica do planeta”, alerta o especialista.

Segundo ele, o país possui um potencial muito criativo, mas pouco inovador, já que grande parte das empresas e o governo possuem dificuldade de introduzir seus inventos no mercado, o que a China tem realizado muito bem. “Apesar do aumento do número de universitários, o Brasil lança por ano apenas 250 patentes para a comunidade científica mundial, enquanto os chineses já ultrapassam as 2500”, ilustra.

E grande parte deste gargalo inovador vem também do governo que, segundo ele, protege sua economia local do mundo e não estimula a introdução de novos empreendedores na economia. “O Brasil precisa deixar de ser um partido para ser uma empresa, que funcione com planejamento e metas para os próximos anos”, destaca Marcos.

Em um Brasil que exporte criatividade na música, nas artes e na alegria, ele vê um grande potencial de empresas que possam integrar a inovação em seu plano de negócios, e o primeiro passo é que o RH crie uma situação geomental. “Antes de qualquer mudança é preciso que os líderes absorvam o conceito de inovação para transmitir de forma persuasiva às suas equipes”, alerta.

Um dos casos famosos de empresas que trouxeram inovação, lembrados por Troyjo, foi a tradicional Montblanc. A marca secular de canetas assistiu a uma queda das vendas de seu carro-chefe com o avanço da internet, mas se reinventou lançando perfumes e relógios da marca, que elevaram a Montblanc ao status de grife e objeto de desejo de consumidores no mundo todo.