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OIT pede ação mundial para combater doenças relacionadas ao trabalho

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A OIT – Organização Internacional do Trabalho pediu uma “urgente e vigorosa” campanha global para combater o número crescente de doenças relacionadas ao trabalho.

Em seu relatório sobre Segurança e Saúde no Trabalho 2013, divulgado por ocasião do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, comemorado no último domingo (28), a OIT assinala que, embora as doenças profissionais causem um número de mortes seis vezes maior do que os acidentes laborais, estes últimos recebem mais atenção. Das 2,34 milhões de mortes anuais relacionadas com o trabalho, cerca de 2,02 milhões acontecem por doenças relacionadas ao trabalho, uma média diária de 5,5 mil mortes.

Estima-se, também, que, a cada ano, ocorram 160 milhões de casos não fatais de doenças relacionadas ao trabalho.

“O custo final das doenças ocupacionais é a vida humana. Elas empobrecem os trabalhadores e suas famílias e comunidades inteiras podem ser afetadas quando perdem seus trabalhadores mais produtivos”, disse Guy Ryder, diretor geral da OIT.

Ainda segundo o organismo, as mudanças tecnológicas e sociais, juntamente com as condições econômicas globais, estão agravando os riscos de saúde existentes e criando novos riscos. A estimativa é de que os acidentes de trabalho e doenças resultem em uma perda de 4% do PIB mundial, ou cerca de 2,8 trilhões de dólares, em custos diretos e indiretos por lesões e doenças.

Para agravar, mais da metade de todos os países não fornecem estatísticas de doenças ocupacionais e poucos dispõem dados desagregados por sexo. Isso torna difícil não só identificar tipos específicos de lesões e doenças que afetam homens e mulheres no trabalho, mas também impede o desenvolvimento de medidas preventivas eficazes para todos.

“Reduzir significativamente a incidência de doença profissional não é simples, pode não ser fácil e não vai acontecer da noite para o dia, mas é certamente possível progredir. É preciso estabelecer – cada um em suas respectivas áreas de responsabilidade – objetivos claros, um roteiro e, o mais importante, atuar e perseverar de maneira que juntos consigamos evitar o avanço da epidemia e progredir nesta dimensão do trabalho decente”, concluiu Ryder.

 

Alguns números do relatório:

  • 2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas com o trabalho.
  • 321 mil pessoas morrem a cada ano como consequência de acidentes no trabalho.
  • 160 milhões de pessoas sofrem de doenças não letais relacionadas com o trabalho.
  • 317 milhões de acidentes laborais não mortais ocorrem a cada ano.

Isso significa que:

  • A cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho.
  • A cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral.

A OIT alerta, também, que os países em desenvolvimento pagam um preço especialmente alto em mortes e lesões, pois um grande número de pessoas está empregado em atividades perigosas como a agricultura, a construção civil, a pesca e a mineração.