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Papa Francisco e Joaquim Barbosa estreiam ranking de líderes mais admirados pelos jovens

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Saber quem são os líderes dos jovens de hoje e por que eles são sua referência de liderança é um bom caminho para entender o que as novas gerações esperam de seus gestores. E essa é uma das perguntas feitas pela Cia de Talentos em sua pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada em parceria com a Nextview People.

Na 12ª edição do levantamento, os 52 mil jovens brasileiros participantes, com idade entre 17 e 26 anos, citaram 1.880 líderes diferentes, o que representa uma fragmentação de modelos a serem seguidos.

Na composição do ranking de líderes mundiais deste ano, os jovens apontaram um único nome que não é político nem tampouco empresário: Papa Francisco. Outra estreia foi Joaquim Barbosa. Ambos foram escolhidos por suas características pessoais, como humildade, disciplina e determinação, pelas causas pelas quais lutam e pela paixão pelo que fazem.

Barack Obama voltou ao primeiro lugar como em 2011.  Compondo o ranking da segunda a décima posição temos: Eike Batista, Steve Jobs, Roberto Justus, Dilma Rousseff, Joaquim Barbosa, Bill Gates, Papa Francisco, Mark Zuckerberg e Lula.

Os motivos das escolhas também refletem os valores e as crenças dos jovens. Empreendedorismo e inovação são apontados por 26% dos respondentes. Determinação, disciplina e humildade estão em segundo lugar. O terceiro ponto é a visão sistêmica e a clareza sobre aonde se quer chegar com 14% das respostas. Os jovens valorizam ainda a capacidade de defender uma causa (13%) e de superar barreiras e vencer preconceitos (10%).

 

Ranking brasileiro
Ao olhar para o ranking dos líderes brasileiros, além de Joaquim Barbosa, outros três nomes estrearam a lista: Jorge Paulo Lemann, Graça Foster e Flavio Augusto da Silva.

Barbosa é possível dizer que foi apontado pelos jovens em razão de sua exposição na mídia devido à importância de seu papel no julgamento de um dos momentos mais marcantes da justiça e da política do país.

Jorge Paulo Lemann e Flavio Augusto Silva foram citados por seu empreendedorismo e capacidade de inovar. Lemann era um esportista altamente competitivo, encontrou os parceiros certos e hoje é empresário e investidor de renome internacional.  Flávio Augusto montou a bem-sucedida rede de escolas de inglês Wise Up para poder casar-se com a namorada. No inicio deste ano, tornou-se acionista do Grupo Abril Educação, que adquiriu a empresa e sua rede de franquias. O empreendedor compartilha suas experiências para 1,3 milhão de pessoas no Facebook.

Em contrapartida, Graça Foster, presidente da Petrobras, percorreu uma longa carreira na estatal. Nela, os jovens destacam características pessoais como determinação e disciplina, apontados por 25% dos jovens que a escolheram.

Os dez escolhidos no ranking nacional, do primeiro ao décimo lugar, foram: Eike Batista, Roberto Justus, Dilma Rousseff, Joaquim Barbosa, Lula, Silvio Santos, Jorge Paulo Lemann, Bernardinho, Graça Foster, Flávio Augusto da Silva.

 

Empresa dos sonhos
Quanto às empresas escolhidas pelos jovens, a iderança do ranking da 12ª edição da Pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens ficou com a Petrobras pelo segundo ano consecutivo. A empresa ocupou essa mesma posição entre 2005 e 2009.

O segundo lugar permanece ocupado pela Google, que foi a primeira colocada em 2010 e 2011. A “disputa” entre Google e a Petrobras pelas duas primeiras posições ocorre desde 2008.

Em 2013, a pesquisa foi respondida por mais de 75 mil jovens estudantes e recém formados, entre 17 e 26 anos, nos seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México e Peru. Só no Brasil foram mais de 52 mil participantes.

 

Motivos de escolha
Nestes 12 anos da pesquisa, a Cia de Talentos acompanhou as mudanças no comportamento do público pesquisado e os impactos causados no mercado de trabalho. A cada dia, os jovens estão mais colaborativos, mais conectados, mais exigentes e mais interessados em construir um mundo melhor.

Os jovens vêm desconstruindo modelos antigos, questionando o status quo, criando uma nova relação com a hierarquia e buscando maior coerência entre propósito de vida e carreira.

Todos esses questionamentos podem ser percebidos nos motivos pelos quais eles escolhem esta ou aquela empresa. Pela primeira vez, os jovens apontaram a possibilidade de inovar (23%) como um dos motivos de escolha de sua Empresa dos Sonhos.

“O jovem carrega o desejo de surpreender, ousar, sair do lugar comum e deixar sua marca. No mundo atual, inovar é se diferenciar diante de tantos outros profissionais, serviços ou empresas”, explica Danilca Galdini, sócia da Nextview People.

Vale dizer também que nem tudo é tão novo nessa edição. Aprendizado e desenvolvimento profissional (46%), boa imagem no mercado (32%) e fazer o que se gosta (27%) são argumentos que já estão há alguns anos incorporados no discurso dessa geração. Salários e benefícios diferenciados (24%) voltaram a figurar os motivos de escolha no ano passado e por lá permaneceram este ano.

Um ponto que chama a atenção e provoca algumas reflexões é o fato de que entre os jovens respondentes 60% disseram ter uma Empresa dos Sonhos, sendo que, em 2012, 77% sonhavam com alguma. “É interessante observar que os motivos de escolha dos que têm uma Empresa dos Sonhos e dos que não têm são semelhantes. Isso significa que as organizações precisam se preocupar com o ambiente e com os desafios que estão oferecendo para esse jovem. As questões que ficam são: por que eles estão mais céticos em relação as empresas? Podemos supor por que eles estão menos atraídos pelo mundo corporativo?”, indaga Maíra Habimorad, sócia e vice-presidente da Cia de Talentos.

Para formar sua própria opinião sobre as organizações, o jovem faz sua lição de casa e usa o poder de suas conexões. Dentre os respondentes brasileiros, 31% disseram que se relacionam ou já se relacionaram com a empresa ou com alguém que trabalhou nela; 17% viram informações na mídia, 10% souberam de algo por meio de redes sociais ou acessaram o site da empresa.