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Em um ano, seleção às cegas da Artplan teve 60% de aproveitamento 

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Modelo abriu portas para o debate sobre inclusão no mercado publicitário 

A plataforma de recrutamento da Artplan que traz como ponto de partida a Seleção às Cegas, neste mês , completa um ano. Em parceria com a Empregare.com, a agência foi pioneira na implantação deste modelo no mercado publicitário e hoje contabiliza qual 100 mil visualizações e 7.828 inscrições referente aos últimos 12 meses.

Ao anunciar uma vaga disponível, a Artplan retira do currículo todas as informações que são desnecessárias para uma primeira fase de recrutamento como nome, gênero, foto, estado civil, idade, endereço, redes sociais, instituição da formação acadêmica e dos cursos extracurriculares, nome e porte da empresa na experiência anterior e número de filhos.

Das 88 vagas abertas entre os três escritórios da agência no período, 60% foram fechadas via Seleção às Cegas. “Ficamos muito felizes quando fomos referência para que outras agências nos seguissem e, igualmente, apostassem na eficácia desta prática, que contribui para um ambiente de trabalho harmonioso, produtivo, que respeita e acolhe a diversidade. Nosso foco é transformação e esta palavra já se tornou um mantra para quem trabalha na Artplan. Mudar um método de contratação respeitando as diferenças e a individualidade dos colaboradores requer muita coragem. Ousamos e deu certo”, afirma Sandra Poltronieri, diretora de Gestão de Pessoas do Grupo Artplan.


Rodolfo Medina e Sandra Poltronieri: inovação acertada | Foto: Divulgação

Do total de acessos, 14% foram contabilizados pelo site do Empregare 10% pela plataforma LinkedIn, 8% pelo site da Artplan e os 68% restantes estão direcionados aos demais canais, que também podem reverberar pelo boca a boca. Após a primeira etapa de seleção, os candidatos seguem para as demais fases do processo, como testes situacionais e de competências, para só então chegarem na fase de entrevistas via videocall ou presencial.

“Quando fui me candidatar para uma vaga na Artplan, confesso que desconhecia este tipo de contratação e me surpreendi positivamente. Afinal, já havia passado pela seleção de grandes empresas, algumas até multinacionais, e ninguém adotava este formato. Isto fez com que eu tivesse uma percepção ainda mais positiva da agência como uma empresa inovadora e inclusiva. É um processo que foca muito mais nas experiências do que nos títulos/status em si”, relata Rachel Rimoli, gerente de Business Intelligence da Artplan.

A Empregare.com também desenvolveu um selo dado às empresas que é a garantia aos candidatos de que o recrutador em questão está recebendo informações neutras, que não possam ser caracterizadas como discriminatórias. “Ano passado me entendi e me assumi como homem trans e um dos meus maiores receios foi sofrer algum tipo de preconceito dentro do ambiente de trabalho, a começar pelo processo de seleção às cegas. Sempre me dediquei muito na minha área e vivo em constante busca de crescimento profissional e pessoal. Fui contratado por causa das minhas competências e das minhas habilidades, graças ao processo de Seleção às Cegas. Em nenhum momento minha identidade de gênero foi um fator determinante”, afirma, Pedro Malheiros, assistente de direção de Arte da agência.

Outras iniciativas de respeito à diversidade nasceram a partir dos próprios colaboradores como Dear Publicidade People, que trouxe para agências e empresas, o debate do racismo na comunicação; e 3 edições de bate-papo das mulheres com os principais líderes da Artplan.  “Completar 1 ano desse recrutamento é um motivo de grande orgulho para nós. Uma iniciativa que deu certo e nos leva ao nosso principal objetivo: estar entre as líderes no debate de transformação do nosso mercado”, finaliza Rodolfo Medina, presidente da Artplan.